Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus?

Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus
MANAUS – Atual superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( Iphan ), Almir de Oliveira, é arquiteto e urbanista, formado pela Universidade de Brasília ( UnB ), com especialização em Antropologia na Amazônia e mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Em Manaus, desde 1988, sempre atuou junto as questões do patrimônio histórico, sobretudo na pesquisa sobre patrimônio imaterial das culturas autóctones da Amazônia.Desde 1937, quando o IPHAN foi criado, até os dias de hoje, a noção de patrimônio cultural brasileiro foi bastante ampliada. Se na década de 1930, apenas os bens de pedra e cal eram considerados patrimônios, hoje os saberes, as expressões, as celebrações, os lugares, as paisagens, os sítios arqueológicos, além de outros tantos elementos, também podem ser reconhecidos como bens patrimoniais.”Em relação à esfera federal (Iphan), temos um rico acervo patrimonial reconhecido no Estado do Amazonas.

Cinco bens materiais tombados: o Reservatório do Mocó, o Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa, o centro histórico de Manaus e o Encontro das Águas; com exceção do último, todos localizados na nossa capital. Três bens imateriais registrados: Ofício de Mestres e Roda de Capoeira, o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e a Cachoeira de Iauaretê (além de dois bens em processo de reconhecimento: o Complexo Cultural do Boi-bumbá do médio Amazonas e Parintins e o Ofício das Tacacazeiras da Região Norte).

Em relação à arqueologia, temos cerca de 1000 sítios arqueológicos conhecidos, dentre os quais 340 já estão cadastrados”, aponta. A superintendência do IPHAN no Amazonas é responsável pela gestão das ações relativas a esse patrimônio. Bar Caldeira No dia 14 de janeiro deste ano, um dos bares mais tradicionais da cidade, o Caldeira, completou 52 anos de história.

Frequentado por intelectuais e personalidades de Manaus e do Brasil, o local coleciona histórias. Bar localizado na Rua José Clemente, 237, esquina com a rua Lobo D’Almada, Centro, foi fundado em 1963 por uma família de imigrantes portugueses, o espaço se chamava anteriormente mercearia Nossa Senhora dos Milagres.

Em 14 de janeiro de 1970, a explosão de uma das caldeiras da Santa Casa de Misericórdia matou duas pessoas e feriu outras 15. Desde então, as pessoas começaram a se referir ao estabelecimento como ‘aquele perto de onde explodiu’ a caldeira. Apelido acabou se tornando o nome oficial do bar. A data do acidente também passou a ser aquela em que se comemora a inauguração do estabelecimento.

Frequentado por intelectuais e personalidades de Manaus, o Caldeira foi visitado em 1974 por Vinicius de Moraes. Segundo relatos dos frequentadores mais antigos, ele teria bebido e cantado com os presentes. Um bilhete escrito de próprio punho pelo poeta atesta: “Declaro, proclamo e assino que estive no ‘Caldeira’, na boa e carinhosa companhia dos maiores boêmios de Manaus.

  1. E adorei.” Além de Vinicius, outros nomes como Jair Rodrigues, Jamelão e Sílvio Caldas também passaram pelo Caldeira.
  2. Tradicionalmente restrito a clientes antigos, o Caldeira vive uma fase de abertura com shows de samba, pagode e música amazonense, além de tributos a nomes como Noel Rosa, Cartola e o próprio Vinicius de Moraes.

O Caldeira exalta todas as expressões artísticas, tendo uma Galeria de Artes onde são realizadas exposições, além de recitais de poesia e shows musicais. Bar do Armando Mesas na calçada, blusas penduradas no teto, bandeiras e bonecos dividindo o espaço das paredes com as bebidas.

Este é o Bar do Armando, situado na Rua 10 de Julho, 595, no Largo de São Sebastião. Um dos estabelecimentos mais tradicionais de Manaus, conhecido pelo famoso sanduíche de pernil e pelos bolinhos de bacalhau, o antigo ponto de encontro de artistas e políticos da capital virou um ponto turístico popular que encanta pelo ambiente nostálgico, de boemia e a bela vista do Teatro Amazonas.

O português Armando Dias Soares fundou o bar na década de 1970. O local ficou muito popular entre os artistas e políticos da capital, se tornando um “point” para os boêmios intelectuais. O lusitano veio para Manaus em 1953 e morreu em abril de 2012, aos 77 anos, vítima de falência múltipla de órgãos.

Era conhecido por servir seus clientes com um avental azul. Fundada em 1987, a festa leva foliões boêmios da capital a invadirem as ruas no carnaval, da avenida Eduardo Ribeiro até a avenida Getúlio Vargas, com letras que fazem críticas ao cenário político local.Nas paredes do Bar do Armando também estão as bandeiras dos países que disputaram a Copa do Mundo em Manaus, em 2014.

Reunindo profissionais dos mais variados setores formais e informais da sociedade, o bar é também um centro de informações privilegiadas, um caldeirão onde são temperados os mais diferentes assuntos. Bar Jangadeiro Aberto há 67 anos, localizado estrategicamente no centro histórico de Manaus, o Jangadeiro Bar, que antes era um espaço da velha boemia amazonense, se modernizou e se transformou no ponto de referência diária para estudantes, médicos, advogados, jornalistas e escritores, dentre outros profissionais.

  • Nos anos 1950, ele servia como sede informal dos políticos ligados ao trabalhismo, como Plínio Coelho e Gilberto Mestrinho.
  • Situado próximo ao antigo Mercado Municipal Adolpho Lisboa, na Rua Marquês de Santa Cruz, 28, Centro, o bar criou sua banda de carnaval em 2003 e, desde essa data tem homenageado em suas edições os povos do Oriente, representados, principalmente, pelos comerciantes da área.Desfile da banda inicia na rua dos Andradas seguindo até a igreja dos Remédios, desce em seguida a rua Miranda Leão e retorna ao ponto de partida.

Uma das atrações da banda são seus sete bonecos gigantes que representam os sete pecados capitais. A cada ano, cerca de 10 mil pessoas se divertem na banda que encerra suas atividades pontualmente às 21h do sábado anterior ao sábado magro. Bar do Carvalho Bar do Carvalho é uma referência no bairro da Cachoeirinha.

José Carvalho, 93 anos, seu proprietário, conta que o prédio é de 1913 e nele funcionou o comércio de estivas de Esteves & Neves até 1923 quando o seu pai, o rico comerciante português José Maria de Carvalho o comprou e continuou com o negócio. Após a derrocada do comércio da borracha, José Maria ficou pobre e fechou o prédio.

Somente em 1955, José Carvalho o reabriu e o mantém aberto até os dias de hoje. Esquina onde está localizado o bar, já foi palco de muitos noticiários policiais de antigamente, tudo por causa dos inúmeros acidentes automobilísticos com vítimas fatais que aconteciam por ali, ceifando a vida de muitas pessoas, tanto que o local ficou conhecido como “Curva da Morte”.

Segundos relatos postados no Blog do Carvalho, o bar não tem outro igual, tem-se a impressão de se estar diante de um bar, ou seria um armazém, ou então uma loja de materiais de construção. Antigamente vendia agulhas, linhas, botões, zíperes, ferramentas, material de limpeza, bilhas, potes, areia, tijolos, cimento, quinquilharias.

Atualmente a direção do Bar do Carvalho é revezada entre dois dos 10 filhos do Carvalho, Ordep e Rausemberg. Apesar de o local ser conhecido com Bar do Carvalho, José Carvalho disse que o estabelecimento nunca teve nome, e só virou bar quando seus filhos começaram a tomar conta do negócio.

O Boteco Na esquina das ruas Barcelos e Castelo Branco, na alta Cachoeirinha, desde 1955 existe um boteco no formato meia-água. Inicialmente ele se chamou “Boteco da Zeza”, apelido de dona Maria José, mãe do escritor Marcileudo Barros. Depois, cada vez que um dos filhos de dona Zeza começava a gerenciar o boteco, ele passava a incorporar o apelido do sujeito: “Boteco do Mundico” (Raimundo Arnaldo), “Boteco do Kid Márcio” (Márcio Barros), “Boteco do Leudo Brasinha” (Marcileudo Barros) e, atualmente, “Boteco da Lió” (Leonor Barros).

Era uma casa velha, coberta de palha, na esquina da Av. Waupés (hoje Av. Castelo Branco) com a Av. Barcelos, nº 2039. Um dia foi demolido a martelada, isto mesmo. Depois de retiradas algumas vigas de sustentação, um dos trabalhadores deu-lhe uma forte martelada à guisa de chamar os colegas para o início da demolição.

Não foi preciso. Construíram o novo. Modelo meia-água, coberto com telhas.Permanece até hoje no mesmo local de sempre. O Boteco era o teatro onde se desenrolavam muitas peças com numerosos e variados tipos de atores. Era a escola onde se aprendia de tudo, desde curiosidades da História Universal, até como tirar o lixo da pá, mexendo só dois palitos.

Bar da Carmosa Primeira rua do bairro de Educandos a receber nome, Leopoldo Peres, foi aberta pelos próprios moradores em 1928. É onde funciona há 70 anos o Bar da Carmosa. Os moradores a conhecem muito bem, não existe uma pessoa que não seja do bairro do Educandos que não saiba quem é Maria do Carmo Oliveira.

Maria é amazonense, conhecida como “Carmosa”. Pela contagem são quase 70 anos de atividades como comerciante iniciadas com o pai Manoel Bento, muito conhecido pelos antigos moradores da Cidade Alta, na década de 1950, como negociante de estivas em geral. Após a morte do pai, do tio e da mãe, a filha resolveu então mudar de ramo e abriu o famoso Bar da Carmosa, frequentado por pessoas de outros bairros, um ambiente simples e com um atendimento imediato.

Bar do Cipriano Tradicional Bar do Cipriano, na Av. Ferreira Pena, no Centro, orgulhosamente chamado pelos seus frequentadores de Confraria Bar do Ferrão, foi fundado em 1958 pelo comerciante Joaquim dos Santos Cipriano e atualmente é administrado pelo filho, Francisco França Cipriano, o “Patico”, de 69 anos de idade.

Muitas personalidades do universo artístico, cultural e da comunicação de todas as partes do Brasil já honraram o espaço com suas visitas. É muito frequentado por empresários e boêmios da velha guarda de Manaus. Todas as sextas-feiras tem som ao vivo com os mais variados repertórios. Local também é muito conhecido em toda Manaus pela conservação de uma tradição católica: a malhação do Judas, onde anualmente são expostos, aos sábados de aleluia, dezenas de bonecos, como forma de crítica aos maus políticos brasileiros.

A malhação do Judas é uma tradição que acontece a mais de meio século, sob o comando do Bar do Cipriano e já faz parte das tradições culturais do Amazonas. Os bonecos ficam expostos, para em seguida serem malhados, apedrejados e queimados.

See also:  Cartorios Em Manaus Que Fazem Casamento?

Quais são os patrimônios imateriais de Manaus?

MANAUS – Atual superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( Iphan ), Almir de Oliveira, é arquiteto e urbanista, formado pela Universidade de Brasília ( UnB ), com especialização em Antropologia na Amazônia e mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

  • Em Manaus, desde 1988, sempre atuou junto as questões do patrimônio histórico, sobretudo na pesquisa sobre patrimônio imaterial das culturas autóctones da Amazônia.Desde 1937, quando o IPHAN foi criado, até os dias de hoje, a noção de patrimônio cultural brasileiro foi bastante ampliada.
  • Se na década de 1930, apenas os bens de pedra e cal eram considerados patrimônios, hoje os saberes, as expressões, as celebrações, os lugares, as paisagens, os sítios arqueológicos, além de outros tantos elementos, também podem ser reconhecidos como bens patrimoniais.”Em relação à esfera federal (Iphan), temos um rico acervo patrimonial reconhecido no Estado do Amazonas.

Cinco bens materiais tombados: o Reservatório do Mocó, o Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa, o centro histórico de Manaus e o Encontro das Águas; com exceção do último, todos localizados na nossa capital. Três bens imateriais registrados: Ofício de Mestres e Roda de Capoeira, o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e a Cachoeira de Iauaretê (além de dois bens em processo de reconhecimento: o Complexo Cultural do Boi-bumbá do médio Amazonas e Parintins e o Ofício das Tacacazeiras da Região Norte).

  1. Em relação à arqueologia, temos cerca de 1000 sítios arqueológicos conhecidos, dentre os quais 340 já estão cadastrados”, aponta.
  2. A superintendência do IPHAN no Amazonas é responsável pela gestão das ações relativas a esse patrimônio.
  3. Bar Caldeira No dia 14 de janeiro deste ano, um dos bares mais tradicionais da cidade, o Caldeira, completou 52 anos de história.

Frequentado por intelectuais e personalidades de Manaus e do Brasil, o local coleciona histórias. Bar localizado na Rua José Clemente, 237, esquina com a rua Lobo D’Almada, Centro, foi fundado em 1963 por uma família de imigrantes portugueses, o espaço se chamava anteriormente mercearia Nossa Senhora dos Milagres.

Em 14 de janeiro de 1970, a explosão de uma das caldeiras da Santa Casa de Misericórdia matou duas pessoas e feriu outras 15. Desde então, as pessoas começaram a se referir ao estabelecimento como ‘aquele perto de onde explodiu’ a caldeira. Apelido acabou se tornando o nome oficial do bar. A data do acidente também passou a ser aquela em que se comemora a inauguração do estabelecimento.

Frequentado por intelectuais e personalidades de Manaus, o Caldeira foi visitado em 1974 por Vinicius de Moraes. Segundo relatos dos frequentadores mais antigos, ele teria bebido e cantado com os presentes. Um bilhete escrito de próprio punho pelo poeta atesta: “Declaro, proclamo e assino que estive no ‘Caldeira’, na boa e carinhosa companhia dos maiores boêmios de Manaus.

E adorei.” Além de Vinicius, outros nomes como Jair Rodrigues, Jamelão e Sílvio Caldas também passaram pelo Caldeira. Tradicionalmente restrito a clientes antigos, o Caldeira vive uma fase de abertura com shows de samba, pagode e música amazonense, além de tributos a nomes como Noel Rosa, Cartola e o próprio Vinicius de Moraes.

O Caldeira exalta todas as expressões artísticas, tendo uma Galeria de Artes onde são realizadas exposições, além de recitais de poesia e shows musicais. Bar do Armando Mesas na calçada, blusas penduradas no teto, bandeiras e bonecos dividindo o espaço das paredes com as bebidas.

Este é o Bar do Armando, situado na Rua 10 de Julho, 595, no Largo de São Sebastião. Um dos estabelecimentos mais tradicionais de Manaus, conhecido pelo famoso sanduíche de pernil e pelos bolinhos de bacalhau, o antigo ponto de encontro de artistas e políticos da capital virou um ponto turístico popular que encanta pelo ambiente nostálgico, de boemia e a bela vista do Teatro Amazonas.

O português Armando Dias Soares fundou o bar na década de 1970. O local ficou muito popular entre os artistas e políticos da capital, se tornando um “point” para os boêmios intelectuais. O lusitano veio para Manaus em 1953 e morreu em abril de 2012, aos 77 anos, vítima de falência múltipla de órgãos.

Era conhecido por servir seus clientes com um avental azul. Fundada em 1987, a festa leva foliões boêmios da capital a invadirem as ruas no carnaval, da avenida Eduardo Ribeiro até a avenida Getúlio Vargas, com letras que fazem críticas ao cenário político local.Nas paredes do Bar do Armando também estão as bandeiras dos países que disputaram a Copa do Mundo em Manaus, em 2014.

Reunindo profissionais dos mais variados setores formais e informais da sociedade, o bar é também um centro de informações privilegiadas, um caldeirão onde são temperados os mais diferentes assuntos. Bar Jangadeiro Aberto há 67 anos, localizado estrategicamente no centro histórico de Manaus, o Jangadeiro Bar, que antes era um espaço da velha boemia amazonense, se modernizou e se transformou no ponto de referência diária para estudantes, médicos, advogados, jornalistas e escritores, dentre outros profissionais.

Nos anos 1950, ele servia como sede informal dos políticos ligados ao trabalhismo, como Plínio Coelho e Gilberto Mestrinho. Situado próximo ao antigo Mercado Municipal Adolpho Lisboa, na Rua Marquês de Santa Cruz, 28, Centro, o bar criou sua banda de carnaval em 2003 e, desde essa data tem homenageado em suas edições os povos do Oriente, representados, principalmente, pelos comerciantes da área.Desfile da banda inicia na rua dos Andradas seguindo até a igreja dos Remédios, desce em seguida a rua Miranda Leão e retorna ao ponto de partida.

Uma das atrações da banda são seus sete bonecos gigantes que representam os sete pecados capitais. A cada ano, cerca de 10 mil pessoas se divertem na banda que encerra suas atividades pontualmente às 21h do sábado anterior ao sábado magro. Bar do Carvalho Bar do Carvalho é uma referência no bairro da Cachoeirinha.

  1. José Carvalho, 93 anos, seu proprietário, conta que o prédio é de 1913 e nele funcionou o comércio de estivas de Esteves & Neves até 1923 quando o seu pai, o rico comerciante português José Maria de Carvalho o comprou e continuou com o negócio.
  2. Após a derrocada do comércio da borracha, José Maria ficou pobre e fechou o prédio.

Somente em 1955, José Carvalho o reabriu e o mantém aberto até os dias de hoje. Esquina onde está localizado o bar, já foi palco de muitos noticiários policiais de antigamente, tudo por causa dos inúmeros acidentes automobilísticos com vítimas fatais que aconteciam por ali, ceifando a vida de muitas pessoas, tanto que o local ficou conhecido como “Curva da Morte”.

  • Segundos relatos postados no Blog do Carvalho, o bar não tem outro igual, tem-se a impressão de se estar diante de um bar, ou seria um armazém, ou então uma loja de materiais de construção.
  • Antigamente vendia agulhas, linhas, botões, zíperes, ferramentas, material de limpeza, bilhas, potes, areia, tijolos, cimento, quinquilharias.

Atualmente a direção do Bar do Carvalho é revezada entre dois dos 10 filhos do Carvalho, Ordep e Rausemberg. Apesar de o local ser conhecido com Bar do Carvalho, José Carvalho disse que o estabelecimento nunca teve nome, e só virou bar quando seus filhos começaram a tomar conta do negócio.

O Boteco Na esquina das ruas Barcelos e Castelo Branco, na alta Cachoeirinha, desde 1955 existe um boteco no formato meia-água. Inicialmente ele se chamou “Boteco da Zeza”, apelido de dona Maria José, mãe do escritor Marcileudo Barros. Depois, cada vez que um dos filhos de dona Zeza começava a gerenciar o boteco, ele passava a incorporar o apelido do sujeito: “Boteco do Mundico” (Raimundo Arnaldo), “Boteco do Kid Márcio” (Márcio Barros), “Boteco do Leudo Brasinha” (Marcileudo Barros) e, atualmente, “Boteco da Lió” (Leonor Barros).

Era uma casa velha, coberta de palha, na esquina da Av. Waupés (hoje Av. Castelo Branco) com a Av. Barcelos, nº 2039. Um dia foi demolido a martelada, isto mesmo. Depois de retiradas algumas vigas de sustentação, um dos trabalhadores deu-lhe uma forte martelada à guisa de chamar os colegas para o início da demolição.

  1. Não foi preciso.
  2. Construíram o novo.
  3. Modelo meia-água, coberto com telhas.Permanece até hoje no mesmo local de sempre.
  4. O Boteco era o teatro onde se desenrolavam muitas peças com numerosos e variados tipos de atores.
  5. Era a escola onde se aprendia de tudo, desde curiosidades da História Universal, até como tirar o lixo da pá, mexendo só dois palitos.

Bar da Carmosa Primeira rua do bairro de Educandos a receber nome, Leopoldo Peres, foi aberta pelos próprios moradores em 1928. É onde funciona há 70 anos o Bar da Carmosa. Os moradores a conhecem muito bem, não existe uma pessoa que não seja do bairro do Educandos que não saiba quem é Maria do Carmo Oliveira.

Maria é amazonense, conhecida como “Carmosa”. Pela contagem são quase 70 anos de atividades como comerciante iniciadas com o pai Manoel Bento, muito conhecido pelos antigos moradores da Cidade Alta, na década de 1950, como negociante de estivas em geral. Após a morte do pai, do tio e da mãe, a filha resolveu então mudar de ramo e abriu o famoso Bar da Carmosa, frequentado por pessoas de outros bairros, um ambiente simples e com um atendimento imediato.

Bar do Cipriano Tradicional Bar do Cipriano, na Av. Ferreira Pena, no Centro, orgulhosamente chamado pelos seus frequentadores de Confraria Bar do Ferrão, foi fundado em 1958 pelo comerciante Joaquim dos Santos Cipriano e atualmente é administrado pelo filho, Francisco França Cipriano, o “Patico”, de 69 anos de idade.

Muitas personalidades do universo artístico, cultural e da comunicação de todas as partes do Brasil já honraram o espaço com suas visitas. É muito frequentado por empresários e boêmios da velha guarda de Manaus. Todas as sextas-feiras tem som ao vivo com os mais variados repertórios. Local também é muito conhecido em toda Manaus pela conservação de uma tradição católica: a malhação do Judas, onde anualmente são expostos, aos sábados de aleluia, dezenas de bonecos, como forma de crítica aos maus políticos brasileiros.

A malhação do Judas é uma tradição que acontece a mais de meio século, sob o comando do Bar do Cipriano e já faz parte das tradições culturais do Amazonas. Os bonecos ficam expostos, para em seguida serem malhados, apedrejados e queimados.

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O que é patrimônio imaterial de Manaus?

O patrimônio cultural imaterial do Amazonas é indissociável da presença indígena em toda a Amazônia, sendo que o Estado concentra a maior população do País: são mais de 120 mil pessoas de 66 etnias, que desenvolveram 29 línguas distintas.

Quais são os bens imateriais considerados patrimônio cultural?

Patrimônio Imaterial – Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).

A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial. Nesses artigos da Constituição, reconhece-se a inclusão, no patrimônio a ser preservado pelo Estado em parceria com a sociedade, dos bens culturais que sejam referências dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.

O patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) define como patrimônio imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.” Esta definição está de acordo com a Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, ratificada pelo Brasil em março de 2006.

Para atender às determinações legais e criar instrumentos adequados ao reconhecimento e à preservação desses bens imateriais, o Iphan coordenou os estudos que resultaram na edição do Decreto nº.3.551, de 4 de agosto de 2000 – que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial e criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) – e consolidou o Inventário Nacional de Referências Culturais (INCR),

Quais os exemplos de patrimônios imateriais?

Patrimônio Cultural Imaterial Esses bens são o reflexo da cultura de um povo, bem como de seus hábitos, expressões e costumes, que são transmitidos de geração em geração. Como exemplos, temos as manifestações artísticas ligadas à Dança e a Música, como o Samba, o Frevo, a Capoeira, o Maracatu e a festa do Boi Bumbá.

Quais são os patrimônios imateriais da região Norte?

O Caminhos da Reportagem que vai ao ar às 21h45 de quinta (8), pela TV Brasil, revela os desafios para a preservação do patrimônio histórico e cultural do Norte do Brasil. Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus Com sete estados, a região Norte representa cerca de 45% do território nacional. A área é coberta por rios e florestas e guarda um patrimônio histórico e cultural em grande parte desconhecido pela maioria dos brasileiros. O programa ainda relembra a epopeia histórica de Cândido Rondon, o patrono das comunicações, e a do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, cuja casa em Xapuri foi o primeiro patrimônio tombado no Acre.

  • A equipe de reportagem mostra que o pátio da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré virou patrimônio histórico, reconhecido pelo IPHAN, em 2008.
  • A estrada de ferro faz parte da história e da vida de Porto Velho.
  • Entre os patrimônios imateriais do Norte estão os saberes indígenas, o carimbó e o Círio – celebração religiosa que atrai milhares de fiéis em Belém.

Até paisagens naturais foram tombadas enquanto patrimônio, como o belíssimo encontro de águas dos Rios Negro e Solimões. Os patrimônios materiais incluem as grandiosas construções que pretendiam dar um ar europeu a Manaus e Belém no início do século XX.

O que são bens culturais imateriais?

Diferença entre Cultural material e imaterial e exemplos no Brasil Revisão por Juliana Bezerra Cultura material e cultura imaterial são dois tipos de patrimônio que expressam a cultura e características de determinado grupo ou região. A cultura material é composta por elementos concretos, como construções e objetos artísticos.

Cultura material Cultura imaterial
Elementos Materiais, tangíveis. Espirituais, intangíveis.
O que são Podem ser bens móveis, como objetos artísticos, vestimentas, obras de arte, ou bens imóveis, como edificações e sítios arqueológicos. Elementos intangíveis como danças, literatura, linguagem, culinária, festas, esportes, entre outros.
Lei Constituição Federal de 1988, artigos 215 e 216. Constituição Federal de 1988, artigos 215 e 216.
Exemplos no Brasil Centro Histórico de Ouro Preto, Parque Nacional Serra da Capivara, Cais do Valongo (RJ). Roda de capoeira, frevo, ofício de sineiro.

O que é patrimônio material e imaterial Cite exemplos?

Cultura material e cultura imaterial são diferentes modalidades culturais que preveem a existência de elementos culturais fisicamente construídos e elementos culturais que não possuem uma criação física e material, respectivamente. Falando em patrimônio cultural, por exemplo, temos manifestações culturais que compõem um conjunto patrimonial material, como construções e obras de arte, e um conjunto patrimonial cultural imaterial, como festas, festivais, danças, músicas e estilos musicais, culinária etc.

O que são elementos materiais e imateriais?

A Cultura Material e Imaterial representam os dois tipos de patrimônio cultural, e que juntos constituem a cultura de determinado grupo. A cultura material está associada aos elementos materiais e, portanto, é formada por elementos palpáveis e concretos, por exemplo, obras de arte e igrejas.

O que é patrimônio imaterial indígena?

É tudo que se materializa nos artefatos e práticas com as danças, as pinturas corporais, os rituais, os modos de preparar os alimentos; enfim, tudo está ligado ao imaterial, ao simbólico, à espiritualidade e identidade destes povos.

É um exemplo de cultura imaterial?

Patrimônio imaterial e cultura – A religiosidade é um patrimônio cultural imaterial A cultura imaterial possui um grau de abstração, ou seja, não é concreta. Alguns exemplos são valores, crenças, folclore, danças, músicas, artes plásticas, festas e religiosidade. Os patrimônios culturais imateriais envolvem os conhecimentos que são transmitidos de geração a geração.

É um bem imaterial?

O que é Inventário de Bem Material e Imaterial? Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus INVENTÁRIO DE BEM MATERIAL E IMATERIAL Inventário é o instrumento de identificação das diversas manifestações culturais e bens de interesse de preservação. É um levantamento que se faz sobre o bem em questão, que na esfera patrimonial, justifique a sua proteção e permanência.

  1. Os bens materiais são aqueles tangíveis, ou seja, palpáveis, que possuem corpo, forma, matéria.
  2. Pode ser uma casa, uma fazenda, uma gruta, um quadro, uma roupa.
  3. Os bens imateriais são os intangíveis, aqueles que não possuem matéria, e por isso não podem ser tocados.
  4. Como exemplo, podemos citar uma festa, que tem os elementos que a compõe, mas não pode em si mesma ser vista, carregada; A partir disso, podemos concluir que inventário de bens materiais ou imateriais é o que subsidia as políticas de preservação do patrimônio cultural.

: O que é Inventário de Bem Material e Imaterial?

São exemplos de patrimônio cultural e imaterial é certo?

Exemplos de patrimônio material museus, edifícios, igrejas e catedrais; fotografias, documentos e livros; roupas e elementos de vestuário.

Quais são os bens imateriais do Brasil?

Quais são os bens imateriais brasileiros registrados no IPHAN De acordo com a UNESCO, Patrimônio Cultural Imaterial consiste em “práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.” Ainda, de acordo com a : Art.216.

  • I – as formas de expressão;
  • II – os modos de criar, fazer e viver;
  • III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
  • IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
  • V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
  • 1º – O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
  • Através do Decreto n.º /2000 foi instituído o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem o patrimônio cultural brasileiro e criado o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, ex vi :

Art.1º Fica instituído o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro.

  1. 1º Esse registro se fará em um dos seguintes livros:
  2. I – Livro de Registro dos Saberes, onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades;
  3. II – Livro de Registro das Celebrações, onde serão inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social;
  4. III – Livro de Registro das Formas de Expressão, onde serão inscritas manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas;
  5. IV – Livro de Registro dos Lugares, onde serão inscritos mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas.
  6. 2º A inscrição num dos livros de registro terá sempre como referência a continuidade histórica do bem e sua relevância nacional para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira.
  7. Atualmente, existem os seguintes bens imateriais brasileiros registrados no IPHAN: Oficio das Paneleiras de Goiabeiras, Arte Kusiwa Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi, Círio de Nossa Senhora de Nazaré, Samba de Roda do Recôncavo Baiano, Modo de Fazer Viola-de-Cocho, Oficio das Baianas de Acarajé, Jongo no Sudeste, Cachoeira de Iauaretê Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri, Feira de Caruaru, Frevo, Tambor de Crioula, Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-Enredo, Modo de Fazer Queijo de Minas, nas regiões do Serro e das Serras da Canastra e do Salitre, Roda de Capoeira, Ofício dos Mestres de Capoeira, Modo de Fazer Renda Irlandesa produzida em Divina Pastora (SE), Toque dos Sinos de Minas Gerais e Ofício de Sineiros.

O IPHAN foi criado em 1937, no governo de Getúlio Vargas, com a colaboração de grandes nomes ligados ao movimento modernista como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dentre outros. Seu trabalho pode ser reconhecido em cerca de 21 mil edifícios tombados, 79 centros e conjuntos urbanos, 9.930 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos, incluindo acervo museológico, cerca de 834.567 mil volumes bibliográficos, documentação arquivística e registros fotográficos, cinematográficos e videográficos, além do Patrimônio Mundial.

  • Fontes : Aula de Patrimônio Cultural Ambiental: Instrumentos de Tutela, ministrada pela Prof.
  • Liana Portilho Matos, em 13.05.2010, no curso de Pós Graduação Televirtual em Direito Ambiental e Urbanístico.
  • IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
  • Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ Acesso em 20.05.2010.

: Quais são os bens imateriais brasileiros registrados no IPHAN

O que é patrimônio cultural imaterial e qual sua importância?

A UNESCO identifica o patrimônio imaterial como ‘as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio

Por que a música é considerada um patrimônio imaterial?

Por que a música é considerada patrimônio cultural? Para a Unesco, a música é considerada um patrimônio cultural imaterial da humanidade, uma vez que é uma expressão que grupos e indivíduos vão passando de geração em geração nas comunidades, assim como a dança, literatura e saberes de um povo.

Quais são os patrimônios culturais imateriais do Nordeste?

Manifestações Culturais do Nordeste – As manifestações culturais que mais se destacam na região nordeste do Brasil são: festas juninas, Reisado, poesia popular, artesanato, capoeira, frevo, culinária e muitas manifestações religiosas cristãs e afro-brasileiras.

Quais são os patrimônios materiais e imateriais da região Centro-oeste?

Um conhecido e admirado patrimônio material natural da região Centro – Oeste é a Chapada dos Veadeiros. A unidade de conservação possui belezas e riquezas geológicas e ecológicas de tamanho vulto que foi tombada como Patrimônio da Humanidade. O pantanal mato-grossense é outro patrimônio material da região Centro – Oeste.

São exemplos de patrimônio imaterial exceto?

Alternativa correta. d) vestimentas e utensílios.

Quais são os patrimônios culturais materiais e imateriais do Brasil?

O que é patrimônio material e imaterial? Ouro Preto – MG. Imagem © Marina Aguiar, via Flickr. Licença CC BY 2.0 A palavra patrimônio vem do latim ” patrimonium “, na junção das palavras pater (pai) e monium (sufixo que indica condição, estado, ação). Por meio dessa etimologia, entende-se a relação do termo com a ideia de herança, daquilo que era transmitido de geração para geração.

  1. De uma concepção individual e privativa, com o passar do tempo, – mais precisamente no período entre guerras –, o conceito de patrimônio adquiriu uma abordagem abrangente, passando a ser aplicado em diferentes áreas.
  2. Dentro da história e da arquitetura, o patrimônio se divide em duas categorias: os bens considerados materiais e os imateriais que juntos representam a identidade, cultura e história de um determinado povo.

Segundo a legislação brasileira, o Patrimônio Cultural pode ser definido como: “O conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do país, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico”. Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus Corcovado. Imagem © LecomteB Ou seja, o que determina se um bem cultural é ou não patrimônio é a sua relevância histórica para a formação identitária da cultura de um povo. Nesse sentido, aqueles de caráter material são todos os bens físicos classificados em quatro categorias: Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico; de Belas Artes; e das Artes Aplicadas.

Dentro dessa categoria, os bens de natureza imóvel são as cidades históricas, sítios arqueológicos e paisagísticos e/ou bens individuais; já os móveis podem ser caracterizados como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.

Como patrimônios materiais do Brasil podemos citar os centros históricos das cidades de São Luís do Maranhão, Olinda, Ouro Preto, Diamantina e Salvador. Além disso, algumas paisagens naturais também são incluídas nessa classificação como o Corcovado e as montanhas em torno da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, ou também o sítio arqueológico no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.

Entretanto, em 1988, a Constituição Federal ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza também imaterial. Estes bens dizem respeito a práticas da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, incluindo também celebrações e formas de expressão musical, lúdica, cênica ou plástica.

Além disso, são considerados bens imateriais os lugares que abrigam práticas culturais coletivas como feiras, mercados e santuários. No Brasil, alguns exemplos de bens culturais imateriais reconhecidos formalmente como patrimônio cultural do país são o samba de roda do recôncavo baiano, o frevo, a roda de capoeira, a arte kusiwa (pintura corporal e arte gráfica da tribo Wajãpi e a celebração do Círio de Nazaré em Belém do Pará. Bens Imateriais Que Fazem Parte Do Patrimônio Cultural De Manaus Procissão do Círio de Nazaré em frente à Igreja Catedral de Nossa Senhora da Graça, Belém do Pará. Imagem © Cesar Duarte/TYBA Seja de ordem material ou imaterial, conhecer e preservar o patrimônio histórico significa também compreender o passado e o comportamento de determinado grupo, cidade ou país, estando associado a memória coletiva e individual.

  • Esse estímulo da memória também fortalece os laços de pertencimento ao local geográfico assim como contribui para formação de identidade de um povo.
  • Referência bibliográfica: IPHAN,
  • Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/,
  • Cita: Camilla Ghisleni.
  • O que é patrimônio material e imaterial?” 04 Mar 2021.

ArchDaily Brasil, Acessado, ISSN 0719-8906

Quais são os exemplos de patrimônio material?

Para compreender plenamente o significado do Patrimônio Material, primeiramente, se mostra importante compreender o que representa o Patrimônio Cultural. Isso acontece uma vez que os dois termos estão diretamente ligados. Em linhas gerais, o Patrimônio Cultural pode ser definido como uma reunião de todos os tipos de manifestações de algo que faça parte da cultura de um determinado povo.

Assim, ele pode ser dividido em duas categorias: material e imaterial. Esses dois conceitos têm ligação direta com a ideia de identidade cultural, que é importância para compreender melhor o Patrimônio Material. Além disso, também é importante compreender que a cultura está relacionada com vários aspectos distintos, indo da arte às crenças religiosas.

Portanto, aspectos com hábitos, moral, legislação e tudo o que faça parte da rotina de uma determinada população pode ser definido enquanto cultura. A convivência em sociedade implica que todos que fazem parte de uma comunidade em específico naturalmente são consideradas como pessoas cultas, por causa de suas relações com s fatores citados anteriormente.

  • A definição a respeito de Patrimônio Material consta no Decreto-Lei n° 25/1937, que destaca que estes são formados pelo conjunto de bens culturais, móveis e imóveis, que existem no país e contam com uma conservação feita por parte do interesse público.
  • Assim, vale também pontuar que a sua vinculação está ligada a fatos memoráveis que fazem parte da história do Brasil por contar com um valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

Portanto, os Patrimônios Materiais podem ser classificados de algumas formas diferenciadas, como bens móveis ou imóveis, que contam com características distintas. De encontro ao que foi destacado, é possível compreender os bens móveis como coleções arqueológicas e acervos, sejam eles museológicos, bibliográficos, documentais, fotográficos, videográficos ou cinematográficos.

Todos se enquadram nessa mesma definição. Já os bens imóveis são considerados núcleos urbanos, sítios arqueológicos e paisagísticos ou até mesmo bens individuais. Para entender um pouco mais claramente a respeito do Patrimônio Material, é possível exemplificar que ele se enquadra em um conceito mais simples, segundo o qual um bem considerado como um patrimônio pode ser tocado.

Logo, tipo de patrimônio pode ser formado por manifestações culturais materiais, assim como os espaços naturais, por exemplo. A título de ilustração vale citar os habitats naturais e as formações geológicas. No Brasil, existem diversos patrimônios culturais materiais que estão dispostos em cidades que possuem um grande valor para a sociedade e para a história.

Essa definição a respeito desses locais foi feita por meio da Unesco. Os que constam atualmente são Ouro Preto e Rio de Janeiro, centro histórico de Olinda, Diamantina e Salvador e o Plano piloto de Brasília. Além disso, vale citar que alguns patrimônios naturais são Parque Nacional do Iguaçu, Parque Nacional Serra da Capivara e Mata Atlântica.

Dessa forma, é necessário que os órgãos competentes avaliem esses locais e áreas para que seja constatada a importância histórica e social e, então, eles sejam considerados como Patrimônio Material. Entender todos estes termos é de grande importância para obter uma definição e separação clara a respeito dos patrimônios materiais e imateriais em um país cheio de riquezas e de locais a serem descobertos ainda nos dias atuais.

Qual é o patrimônio de Manaus?

O centro histórico de Manaus – tombado pelo Iphan, em 2012 – abrange uma área entre a orla do rio Negro e o entorno do Teatro Amazonas e ainda mantém os aspectos simbólicos e densos de realizações artístico-construtivas.

O que é patrimônio imaterial indígena?

É tudo que se materializa nos artefatos e práticas com as danças, as pinturas corporais, os rituais, os modos de preparar os alimentos; enfim, tudo está ligado ao imaterial, ao simbólico, à espiritualidade e identidade destes povos.

O que são elementos materiais e imateriais?

A Cultura Material e Imaterial representam os dois tipos de patrimônio cultural, e que juntos constituem a cultura de determinado grupo. A cultura material está associada aos elementos materiais e, portanto, é formada por elementos palpáveis e concretos, por exemplo, obras de arte e igrejas.

Quais os patrimônios do Amazonas?

Lista do patrimônio histórico no Amazonas

Município Monumento ou obra Ano do tombamento
Manaus Centro Histórico de Manaus 2012
Manaus Mercado Municipal de Manaus 1987
Manaus Porto de Manaus 1987
Manaus Reservatório do Mocó 1985